segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Naná

Naná, Naná
Mãe preta sinhá
Senhora que és filha do mar
Reza para o sol amanhã raiar
Salve! Pois hoje é dia de orixá
Uma mesa bem farta irá praparar
E louvar babá
Babalorixá, Baba Ewá
Xeu Êpa Babá

Naná, Naná
Tuas mãos de ouro irão abençoar
Mas um yaô em adobá
As rendas da saia irão iluminar
Cada canto do salão
Onde tu, senhora, rodopiar.
Vai mãe,
Benze tua casa com alfazema e alecrim
Faz tua firmeza com acaçá
E joga canjica pra purificar

Naná, Naná
Que tanto crê
E que tanto já viu
No teu ilê tudo que é erê já sorriu
Pé no chão porque pisa no sagrado
No chão do terreiro, ó pai adorado
Oxalá, maior, será coroado.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Namorinho

Eu não sei, mas com certeza você também não sabe.
Mas quando a gente se vê, não é diferente?
O meu sorriso fica mais solto ao seu lado.
Eu falo meio embolado.
Tento fazer charme, mas fracasso.
Não importa o que você fale, eu só consigo ouvir o que quero.
Só penso em você dizendo que me adora.
Fico fantasiando, até acordar em seus braços.
Eu gosto tanto desse rolo, que até me enrolo sozinha.
Em casa, eu fico sonhando.

Somos os únicos loucos que ainda acreditam na cara metade.
Acreditamos na farra da night e na própria vontade.
De ser.
Eu falo por ti, sim, eu posso, pois te conheço do avesso.

Decoro coisas bonitas pra te dizer, mas basta te ver para tudo esquecer.
Que bom é viver, e saber que amanhã, mais uma vez ao seu lado serei aquela que sempre quis ser quando crescer.
Apenas, Eu.
Vem ver.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

SUA

To com saudade daquela que um dia eu brinquei de amar e depois amei de chorar.
Hoje é tudo tão indiferente.
Aquele clima quente que no início envolvia a gente, sumiu.
Nunca mais a mais bela moça sorriu, pra mim.
Nunca mais tive em meu colo aquele cabelo curto e a pele macia.
Mas continuo a vendo com freqüência, e nada nesse mundo consegue me explicar a dor da ausência.
Que falta você me faz.
Quando vier, vê se traz umas fotos e uma bebida. Esquece toda essa burocracia. Vem me curtir.
Saudade de ti.
De quando me chamava de louca e ria, simplesmente não dizia que eu precisava de terapia.
Você é absurda! No melhor dos sentidos.
Sempre te sinto, principalmente à noite, sem o seu boa noite. Sinto aquele vazio.

Quero ir embora, pra ver se te encontro por ai.
Me apresentar e tentar te reconquistar.
Falar sobre as rosas que tanto gosta.
Cantarolar algo do Cartola e passear pela orla.
Te deixo em casa e sumo.
Prefiro viver cada dia te reconhecendo, mas nunca te perdendo.
Me joga fora?
Por favor, me esnoba. E não me chama de volta.
Eu vou te reencontrar.
A gente ainda volta a se amar.
Ah se volta...

domingo, 4 de outubro de 2009

Gira

Crava suas unhas em mim como se meu corpo fosse gira.
Rasga a pele com navalha, faca ou punhal. Deixa tudo aberto e bebe.
Torce o pescoço e tira as penas. Galinha preta demora pra morrer, eu sei como fazer.
Enquanto ri, me tempera com cachaça e me defuma na fumaça. Me enrola no arame farpado e dança comigo.
Pula a brasa descalço, come gilete, dorme em cacos de vidro. Põe-me uma saia e me roda que eu giro.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Encanteria

Adorei essa capa! O album "Encanteria" também será lançado no dia 30/09. Nele Bethânia celebra a fé. A música que dá titulo ao cd é do Paulo César Pinheiro.
Já que sou muito legal com vocês, deixo aqui a delícia que é "Encanteria"! Aproveitem!

http://www.4shared.com/file/133599889/e33a7671/Encanteria_-_04_Encanteria.html



quinta-feira, 17 de setembro de 2009

TUA

Essa é a capa de "Tua" um dos dois novos cds que Maria Bethânia lançará dia 30/09/09 pela Biscoito Fino.
A música que dá nome ao cd é da cantora/compositora Adriana Calcanhotto, e vocês poderão ouvir na íntegra aqui. Chique né?

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Desculpa

Quando tudo cansa sem motivo, assim do nada. Quando a paixão cessa e o amor não floresce, o que fica é a desculpa. Palavra boba, mas com um peso fortíssimo quando se é aplicada devidamente. Desculpa, não gosto mais de você! Isso dói. Porque a culpa do sentimento acabar não é de um nem de outro, é do conjunto. Eu te desculpo por não me beijar hoje. Se você não quer, é só não beijar, vira e vai embora, dá um beijinho na bochecha e vá-te. Só não se desculpe, porque ai sim você vai ter motivo para se desculpar, ao se deparar com minhas lágrimas escorrendo e borrando minha maquiagem, com a minha dor transbordando. Ai vou querer ouvir suas desculpas, por me fazer sofrer.

Eu não queria nada muito grande, só um chamego, só um carinho. Desculpa, você diz. Pelo que? Pergunto. E qual é sua resposta?

Odeio o vazio, por isso penso constantemente em preenchê-lo. Um copo fora do lugar, uma caneta sem tampa, um coração sem um bem, uma boca sem outra.

Esse tempo que não pára vai nos sacrificar, mas eu sei que um dia eu vou voltar e pedir desculpa, por ter te desculpado, por não ter virado e dito, não eu não te desculpo. Se no meio daquela chuva tivesse te beijado e falado que te amava. Você poderia partir, mas dessa vez, sem desculpas.